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Planejamento da merenda escolar: por onde o gestor público deve começar

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Laços do Agro

06 de janeiro de 2026 21:54
Planejamento da merenda escolar: por onde o gestor público deve começar

Os recursos da merenda escolar são um dos instrumentos mais poderosos que a gestão pública municipal possui para fortalecer a economia local, gerar renda no campo e garantir segurança alimentar aos alunos.

Dentro do programa de alimentação escolar, uma parte significativa dos recursos deve ser destinada à agricultura familiar local. No papel, isso parece simples. Na prática, muitos municípios enfrentam dificuldades para transformar essa diretriz em execução eficiente.

E o principal motivo é um só: o planejamento da merenda precisa começar antes da chamada pública.

Tudo começa no cardápio — e não no edital

Um erro comum é imaginar que o processo começa na publicação da chamada pública.
Na realidade, o primeiro passo está na montagem do cardápio, feita pelas nutricionistas responsáveis.

Para que produtores e cooperativas locais consigam atender à demanda das escolas, o cardápio precisa considerar:

  • Quais produtos são produzidos no município e na região

  • As sazonalidades agrícolas

  • A capacidade produtiva local

  • A regularidade de fornecimento ao longo do ano

Quando o cardápio ignora a vocação produtiva do território, o resultado é conhecido:

  • Itens que não existem localmente

  • Dificuldade de participação da agricultura familiar

  • Chamadas públicas desertas ou parcialmente atendidas

  • Risco de desabastecimento

Conhecer o território é papel estratégico da gestão pública

Para apoiar o trabalho das nutricionistas, o gestor público precisa ter acesso a informações claras e organizadas sobre o território rural, como:

  • O que é produzido localmente

  • Quem produz

  • Em quais períodos do ano

  • Em que volumes aproximados

Esse diagnóstico produtivo não é apenas um dado técnico — ele é estratégico.
Sem ele, o planejamento vira tentativa e erro.

Com essas informações em mãos, torna-se possível construir cardápios mais realistas, conectados à produção local e alinhados à política pública de fortalecimento da agricultura familiar.

Do cardápio à demanda: onde a complexidade aumenta

A partir do cardápio definido, surgem outros desafios:

  • Cálculo das demandas semanais e mensais

  • Quantidade de alunos atendidos

  • Número de servimentos ao longo do ano

  • Compatibilização dos valores dos alimentos com o orçamento disponível

É nesse momento que muitos processos começam a se fragmentar:

  • Planilhas separadas

  • Informações desencontradas

  • Retrabalho entre setores

  • Dificuldade de ajuste quando algo muda

O que parece simples se transforma rapidamente em uma tarefa complexa e de alto risco operacional.

Chamada pública sem planejamento gera insegurança

Quando a chamada pública é publicada sem esse planejamento prévio, surgem novos problemas:

  • Dificuldade de encontrar cooperativas e produtores com capacidade produtiva

  • Insegurança quanto à entrega dos alimentos

  • Contratos frágeis

  • Risco direto à segurança alimentar dos alunos

Ou seja, o problema não está na chamada pública em si, mas em tudo que deveria ter sido feito antes dela.

Como a tecnologia pode transformar esse processo

Quando o município conta com uma plataforma integrada, todo o processo se torna mais simples, seguro e eficiente.

Uma solução integrada permite:

  • Mapear a produção da agricultura familiar do território

  • Apoiar a construção de cardápios alinhados à vocação produtiva

  • Gerar automaticamente as demandas com base nos cardápios e número de alunos

  • Publicar chamadas públicas conectadas aos produtores que realmente produzem aqueles alimentos

  • Notificar cooperativas e produtores sobre oportunidades de venda

  • Receber propostas de forma organizada

  • Automatizar contratos e acompanhar a execução

O que antes era fragmentado, manual e arriscado passa a ser um fluxo integrado, transparente e confiável.

O papel da Laços do Agro nesse processo

A Laços do Agro foi criada exatamente para apoiar gestores públicos nesse desafio.

A plataforma conecta:

  • Gestão pública

  • Nutricionistas

  • Cooperativas

  • Produtores da agricultura familiar

Tudo a partir de dados reais do território, ajudando o município a:

  • Planejar melhor a merenda escolar

  • Fortalecer a economia local

  • Reduzir riscos operacionais

  • Garantir segurança alimentar aos alunos

Planejar a merenda escolar não é apenas uma obrigação administrativa.
É uma estratégia de desenvolvimento local.

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Laços do Agro

Publicacao da Lacos do Agro